
Luísa tinha 34, Rafael apenas 28. Ela com um olhar maduro e coração cicatrizado; ele com sorriso fácil e um amor que não media tempo nem diferença. Se conheceram por acaso — um café derramado num dia chuvoso virou conversa, risada, promessas. Em pouco tempo, estavam apaixonados. Tudo parecia se encaixar. A diferença de idade não os afastava; era o tempero que os fazia únicos.
Quando descobriram a gravidez, o mundo deles se inundou de sonhos. Roupinhas, nomes, planos de viagens em família. Mas o destino, cruel e silencioso, levou o bebê antes que pudesse abrir os olhos. Luísa mergulhou num luto sombrio, cheio de culpa e dor. Sentia que tinha falhado como mulher, como mãe. Rafael tentou segurá-la, tentou ser apoio, tentou ser sol. Mas ela, afogada no sofrimento, começou a afastá-lo — com palavras duras, silêncio frio, olhares que já não o reconheciam.
Ele passou a viver entre promessas partidas e noites sem sono. Ainda a amava, mas aquele amor já não encontrava abrigo. Os abraços viraram ausências, e o “nós” virou ruína. Até que um dia, Rafael juntou os fragmentos do que restava dele e foi embora — sem raiva, só dor. A porta se fechou atrás de si com um som seco que parecia final.
Luísa ficou sozinha, e no silêncio da casa vazia, o eco dos bons momentos começou a doer mais que o luto. Foi preciso tempo. Meses. Terapia. Choros profundos. Ela aprendeu que amar também é deixar ir. Anos depois, os dois se reencontraram num parque — ela com novos olhos, ele com nova paz. Se cumprimentaram com um sorriso que dizia: “fomos tempestade, mas também céu azul”.
Não voltaram a ser casal. Mas carregaram um ao outro como parte do caminho — parte da vida que ensinou que até o amor mais sincero pode se perder quando não há espaço para a cura.
Deus projetou no homem a sua semelhança, sabedoria e emoção. Para ser um homem para DEUS é agir com a razão e não com a emoção, consiliar e razao com a emoção sem interferir em tuas atitudes,.